Tragédia anunciada

Consumido pelo fogo na noite deste domingo, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, já vinha sofrendo de problemas na sua infraestrutura pelo menos desde 2016, segundo relatório interno!!

Em junho deste ano, o BNDES assinou um contrato de financiamento de R$ 21,7 milhões para restauração do local, e uma parcela da verba deveria ser investida em segurança contra incêndio.

Além disso, os recursos seriam destinados para uma reforma da biblioteca, localizada no Horto Botânico, e para a restauração de estruturas como o telhado do museu e os aposentos do imperador Dom Pedro II. Antes uma vitrine do Império, o museu — fundado em 1818 por D. João VI e desde 1946 vinculado à UFRJ —, vinha sofrendo de goteiras, infiltrações e outros problemas gerais, conforme apontou relatório de 2016 da Biblioteca do Museu Nacional.

Os três andares do palácio abrigavam um acervo de 20 milhões de itens, incluindo documentos da época do Império; fósseis; coleções de minerais; artefatos greco-romanos; e a maior coleção egípcia da América Latina.

Dentre seus itens mais conhecidos, estavam o esqueleto de um dinossauro encontrado em Minas Gerais e o mais antigo fóssil humano descoberto no atual território brasileiro, batizado “Luzia”.

É como eu disse no post anterior: nunca pensei que assistiria a isso na minha vida!

Museu Nacional - Crédito - Reprodução